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Segurança

O desafio invisível do primeiro envio, como os tokens e as credenciais são guardados e o que nunca aparece em log.

Atualizado em

Esta página reúne as proteções que o Data Lead aplica sozinho e as que dependem de uma escolha sua. Nada aqui substitui o resumo do acordo de tratamento de dados — peça-o ao suporte se o seu jurídico precisar da lista de subprocessadores.

Anti-bot no primeiro envio

A primeira mensagem de cada conversa pode passar por um desafio invisível (Cloudflare Turnstile). Ele é carregado sob demanda, só quando o visitante vai enviar — nunca no carregamento da página —, para não pesar no site nem avisar um terceiro sobre quem apenas visitou.

Regras que valem sempre:

  • O anti-bot nunca é o motivo de alguém não conseguir falar. Se a Cloudflare estiver fora do ar, bloqueada por CSP ou por um bloqueador de anúncios, ou se o desafio demorar mais de 2,5 segundos, o envio segue sem token.
  • Só o primeiro turno é desafiado. Os turnos seguintes já estão presos ao token daquela conversa.
  • Um token inválido é recusado com o erro 403 turnstile_required, e o widget refaz o desafio e reenvia a mesma mensagem — o visitante não deveria nem perceber.

O desafio depende de configuração da plataforma: pode não estar habilitado na sua conta; fale com o suporte se precisar ligá-lo.

Tokens: quatro tipos, quatro comportamentos

Token Para que serve Como é guardado
Token da API (dl_…) Ler leads, conversas, playbooks, uso e webhooks de fora do painel Aparece uma única vez, na criação. O banco guarda só um resumo criptográfico. Perdeu, gere outro e revogue o antigo.
Token do visitante Autoriza os turnos de uma conversa do widget Vive no navegador do visitante, expira em 15 minutos e não dá acesso a nada do painel
Link de convite Deixa alguém entrar na sua equipe Vale 7 dias, é consumido uma única vez e o banco guarda só o resumo criptográfico dele
Segredo do webhook (whsec_…) Assinar cada entrega para você conferir a origem Mostrado uma vez, na criação do endpoint

Recomendações para o token da API:

  • guarde-o em um cofre de segredos, nunca no código versionado nem no navegador;
  • crie somente leitura por padrão; escolha leitura e escrita apenas quando a integração precisar alterar o estágio ou o dono de um lead;
  • um token por integração, com nome que diga qual é ("Integração com o ERP"), para revogar sem derrubar as outras;
  • revogar é irreversível e vale na hora: "Quem usa este token perde o acesso à API na hora, e não há como reativá-lo."

Credenciais de integração ficam cifradas

Tokens de CRM, credenciais de mídia paga, o acesso à agenda do vendedor e o segredo de cada webhook são guardados cifrados em repouso (AES-256-GCM). A chave vive apenas no ambiente de execução: nem a sessão do painel enxerga essas colunas.

Webhooks têm duas proteções a mais, porque a chamada parte do nosso servidor:

  • redirecionamentos não são seguidos e endereços internos (localhost, faixas privadas, .internal) são recusados no cadastro e a cada entrega;
  • dez falhas consecutivas desativam o endpoint, e o dono da conta recebe um aviso por e-mail. Reative em Integrações depois de consertar o destino.

Isolamento e limites

  • Isolamento por conta no banco: cada consulta é recortada pela conta de quem está autenticado, com segurança em nível de linha. As operações que atravessam esse isolamento (busca, exportação e exclusão de titular) exigem chamador de confiança.
  • IP truncado na borda: o endereço do visitante nunca chega inteiro ao banco. O registro de consentimento guarda a forma truncada.
  • Freios de tráfego nas rotas públicas do widget, por conversa, por site e por IP, e na API pública (120 requisições por minuto por token, 240 por IP), com resposta 429 e Retry-After.
  • Contatos mascarados na API: quem lê leads por token recebe jo***@dominio.com.br e (11) 9****-0000. O contato completo sai pela exportação em CSV da tela de Leads, que exige sessão de uma pessoa.

O que nunca vai para log

Esta é uma regra do produto, não uma preferência: nenhum log carrega e-mail, telefone, chave do site, token, segredo de integração ou o valor digitado num pedido de titular.

O que os registros guardam é o suficiente para investigar sem virar uma segunda cópia do dado:

  • a trilha de auditoria guarda quem acessou dado de pessoa, quando e sobre quem — com o identificador sempre mascarado;
  • o registro de um pedido de titular guarda tipo, máscara, contagens afetadas e quem atendeu, nunca o valor do titular;
  • o log de entrega das integrações guarda status, duração e o erro truncado, sem dado pessoal;
  • os eventos de navegação saem com a URL limpa: parâmetros de campanha, identificadores de clique e chaves como email, phone, cpf, cnpj e token são removidos da URL e do referenciador antes do envio, em qualquer modo de consentimento — eles não somem, mudam de lugar: viajam em campos próprios do evento (a campanha sempre, os identificadores de clique só com consentimento), nunca dentro da URL nem do referenciador.

O que não fazemos

  • Não vendemos dado pessoal nem o cedemos para publicidade de terceiros.
  • Não usamos o dado de um cliente para treinar nada — nem modelo próprio, nem o agente de outro cliente.
  • Não mostramos dado pessoal de terceiro ao visitante.
  • Não tomamos decisão automatizada com efeito jurídico sobre a pessoa: o assistente qualifica e encaminha; quem decide é gente.
  • Não rastreamos entre sites de clientes diferentes: o identificador do visitante é por site.

Se algo parecer errado

Suspeita de token vazado: revogue primeiro, investigue depois — a lista mostra quando cada token foi criado e quando foi usado pela última vez. Suspeita de acesso indevido a dado de pessoa: abra Configurações → Direitos do titular e leia a trilha de auditoria. Em qualquer incidente confirmado, avise o suporte da Data Stone.

Veja também

Precisa de ajuda?

Fale com o suporte da Data Stone pelo canal combinado com a sua conta. Em suspeita de vazamento de token, revogue o token antes de abrir o chamado.