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Modos de consentimento

Como o widget do Data Lead trata dados em cada um dos três modos de consentimento e quem pode mudá-los.

Atualizado em

O widget do Data Lead opera em três modos de consentimento: essencial, analítico e completo. O modo é do navegador do visitante (fica em ds_consent_mode, no localStorage) e começa sempre em essencial. O widget nunca sobe de modo sozinho: quem muda é o visitante (clicando na faixa de consentimento), o seu site (chamando DataStone("consent", …)) ou o gerenciador de consentimento que você já usa.

O que o widget coleta em cada modo

Modo Quando vale O que o widget faz O que ele não faz
Essencial (essential) Padrão. Também vale se o visitante recusar a faixa ou apenas ignorá-la. Conversa (mensagens), identificador de sessão que morre com a aba, página em que a conversa aconteceu, a origem da visita (parâmetros de campanha e referência) e IP truncado no registro de consentimento. Não grava ds_id, não persiste o visitante entre visitas e não coleta identificadores de clique de anúncio.
Analítico (analytics) O visitante clicou em Aceitar, ou o gerenciador de consentimento do site liberou estatística. Tudo do essencial, mais o ds_id persistente, os identificadores de clique, a atribuição persistente (primeiro e último toque entre visitas) e as conversões enviadas às plataformas de anúncio conectadas. —
Completo (full) O visitante aceitou também finalidades de marketing (hoje, só por DataStone("consent", "full") ou pelo seu gerenciador). Tudo do analítico, mais a gravação de sessão: a reprodução do que o visitante viu e fez na página — inclusive a conversa com o agente —, com os campos de formulário do site mascarados. É o único modo que liga o gravador. —

A origem da visita — os parâmetros de campanha da URL (utm_*) e o endereço que trouxe o visitante — é contexto da página, não identificador do visitante, e por isso é registrada em todos os modos. O que só existe com consentimento é a atribuição persistente, que liga campanha e visitante entre visitas, e os identificadores de clique de anúncio.

A faixa do widget oferece só Recusar (essencial) e Aceitar (analítico): não há botão que leve ao modo completo. Ele existe para quem informa a escolha pelo próprio gerenciador de consentimento ou pelo comando DataStone("consent", …).

Por que o modo completo vale a pena. É ele — e só ele — que habilita a gravação de sessão que aparece em Analytics → Gravações. Sem visitante em modo completo, aquela tela fica permanentemente vazia. A gravação também depende da amostragem do site, que por padrão grava 10 de cada 100 sessões e se ajusta em Configurações → Privacidade e retenção (junto com o prazo da gravação e o modo de máscara). E o gravador só é baixado por quem já está em modo completo: quem não está não recebe um byte a mais.

Taxa zero desliga a gravação, sem exceção: nem as sessões que conversam com o agente são gravadas enquanto a taxa estiver em zero. É o desligamento completo da gravação de sessão, site por site — o restante do rastreamento (eventos, jornada, mapa de calor) continua como está, porque depende do modo de consentimento, não desta taxa.

O portão de mídia paga no servidor é literal: uma conversão para GA4 ou Meta CAPI só nasce com consentimento analytics ou full e com ds_id presente. No modo essencial o lead é criado e chega ao seu CRM e aos seus webhooks normalmente — o que não acontece é o envio de conversão para plataforma de anúncio. Não existe caminho para essa linha nascer e ser filtrada depois.

Em qualquer modo, se o visitante entregar nome, e-mail, telefone ou empresa durante a conversa, esses dados são guardados como o lead: é o propósito do atendimento.

  • ds_id é o identificador anônimo do visitante. Só existe a partir do modo analítico. É gravado no localStorage e num cookie próprio do seu domínio (Path=/, SameSite=Lax, Secure em HTTPS, validade de 400 dias). Ele é por site: o Data Lead não rastreia a mesma pessoa entre sites de clientes diferentes.
  • O identificador de sessão vive no sessionStorage: morre quando a aba fecha, expira depois de 30 minutos sem atividade ou na virada do dia, e não atravessa domínios. É ele que faz a conversa funcionar no modo essencial, sem nenhum identificador persistente.

O coletor de páginas (behavior.js) sobe em todos os modos, inclusive no essencial — é ele que mede navegação e prova que o snippet está vivo. O que muda é o conteúdo do envelope: sem consentimento, ele vai sem ds_id e sem os identificadores de clique — a página, o título, a referência e a campanha continuam indo, porque descrevem a visita, não a pessoa.

A faixa de consentimento: quando aparece

A faixa é uma faixa, não um diálogo: ela não prende o foco nem bloqueia a sua página. Ela aparece quando as quatro condições valem ao mesmo tempo:

  1. não é a prévia do painel (na prévia, nenhum clique vira registro de consentimento);
  2. o site pediu a faixa — a caixa Mostrar banner de consentimento do Data Lead, em Configurações → Privacidade e retenção, está marcada para aquele site;
  3. a página não tem um gerenciador de consentimento próprio na janela;
  4. o visitante ainda não escolheu (o modo dele ainda é o essencial).

O texto exibido vem do servidor, junto com a versão da política — o widget nunca inventa cópia jurídica. Ao lado do texto aparecem os links que você configurou: Política de privacidade, Termos de uso e, quando há um e-mail do encarregado salvo, Falar com o encarregado.

Os dois botões são Recusar e Aceitar. Quem aperta Esc dispensa a faixa sem escolher nada e continua no modo essencial. A faixa não volta na mesma página depois da escolha.

A faixa de consentimento aberta ao lado do launcher, com os dois botões e os links de política

Sites que já têm um gerenciador de consentimento (CMP)

A faixa do Data Lead não é um CMP. Ela cobre o assistente, não o seu site inteiro. Quando a página já tem Cookiebot ou OneTrust na janela, o widget não exibe faixa nenhuma e respeita o que o gerenciador informar sobre estatística — dois banners na mesma página é pior que nenhum.

Um gerenciador no padrão IAB TCF (__tcfapi) não suprime a faixa hoje: o Data Lead ainda não sabe ler o consentimento do TCF, e tratá-lo como CMP prenderia o visitante no modo essencial para sempre. Ler o consentimento do TCF está previsto: em breve.

Se o seu gerenciador não é nenhum dos suportados, informe a escolha você mesmo, pelo comando abaixo.

Mudar o modo pelo seu próprio código

O comando consent é do carregador (ds.js) e vale mesmo se for chamado antes de o script terminar de carregar — a fila é drenada na subida.

<script>
  // Modo da spec: "essential", "analytics" ou "full".
  DataStone("consent", "analytics");
</script>

A forma antiga continua aceita e é traduzida para o mesmo modo:

DataStone("consent", { analytics: true, marketing: false });  // vira "analytics"
DataStone("consent", { analytics: true, marketing: true });   // vira "full"
DataStone("consent", { analytics: false, marketing: false }); // vira "essential" — revoga

Chamar com { analytics: false } revoga de verdade uma escolha anterior: o modo volta a essential e o ds_id deixa de ser usado a partir do próximo carregamento da página.

O aceite (e a recusa) viram uma linha no registro de consentimento no servidor, com o texto exibido, a versão da política, o carimbo de tempo, o IP truncado, o navegador declarado (user agent) e a procedência (widget, CMP ou API). No modo essencial essa linha é gravada sem ds_id — registrar justamente o identificador recusado transformaria o registro em prova do contrário.

Veja também

Precisa de ajuda?

Fale com o suporte da Data Stone pelo canal combinado com a sua conta. Tenha à mão o nome do site e o modo de consentimento que o navegador está usando.